Eu sou Bradley Mannning

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Teoria dos Jogos e o Dilema do Valor da Vida Humana

Esse é um tema que eu queria abordar faz um tempo e caiu como uma luva para um primeiro post de 2013 então ai vai.

Muitas vezes nos questionamos sobre qual é o valor da vida, principalmente da vida humana. Esse questionamento surge naturalmente uma vez que há tantas dúvidas quanto a origem do universo e tudo o mais e do tão buscado porque da nossa existência. Também quando falamos sobre religião ateísmo, já que de uma certa forma, a religião busca dar uma resposta (satisfatória ou não) para essas perguntas e o ateísmo por outro lado, muitas vezes ignora esse questionamento, porque se baseia no método científico que não responde “porques” mas sim “comos”.

Deixando de lado por um momento a questão religiosa ou espiritual, já que essas áreas envolvem em grande parte conhecimentos provenientes de experiências pessoais, vamos tentar analisar a problemática do valor da vida humana de maneira técnica, de um lugar comum a todos.

A primeira diferença que gosto de ressaltar entre os seres humanos e quaisquer outros seres na natureza é o fato de que nós, a princípio somos as únicas criaturas que tem consciência da própria existência e sendo assim buscamos incessantemente achar um motivo para nossa existência. Talvez imaginar um universo sem seres humanos seja tão difícil quanto imaginar a não existência do universo e tudo nele contido, porque no final das contas, o que acaba sendo realmente difícil é excluir a consciência dessa imaginação já que ela é a própria entidade que imagina. Por isso sentimos aquele nervoso quanto tentamos imaginar “nada”.

Não pretendo entrar no mérito do porque da existência do ser humano nesse post, porém o  ponto que quero tocar é: uma vez que não sabemos o motivo de nossa existência, como podemos atribuir valor a vida?

Argumento da analogia: “Eu sou um ser humano. Não gosto que façam mal a mim e tenho medo de morrer, logo não devo fazer mal a outros seres humanos e não devo matá-los.

Ainda assim, mesmo com a grande maioria dos seres humanos da terra já tendo quase que intuitivamente a lei universal “Não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você.” na cabeça, temos um mundo violento que não valoriza a vida humana ao ponto de precisarmos definir direitos humanos. No final do dia, o valor que a vida humana tem acaba sendo a média de todos os valores que cada pessoa atribui a vida do próximo e naturalmente percebemos que hoje em dia essa média anda muito baixa.

Se enxergarmos o problema da atribuição de valor a vida como um jogo eu diria que estamos jogando ele mal. Um problema muito antigo estudado pelos estudiosos de Teoria de Jogos é o Dilema do Prisioneiro que na minha opinião ilustra bem a problemática do valor da vida. Segue a explicação abaixo:

Dois suspeitos, A e B, são presos pela polícia. A polícia tem provas insuficientes para os condenar, mas, separando os prisioneiros, oferece a ambos o mesmo acordo: se um dos prisioneiros, confessando, testemunhar contra o outro e esse outro permanecer em silêncio, o que confessou sai livre enquanto o cúmplice silencioso cumpre 6 anos de sentença. Se ambos ficarem em silêncio, a polícia só pode condená-los a 1 ano de cadeia cada um. Se ambos traírem o comparsa, cada um leva 3 anos de cadeia. Cada prisioneiro faz a sua decisão sem saber que decisão o outro vai tomar, e nenhum tem certeza da decisão do outro.

A questão que o dilema propõe é: o que vai acontecer? Como cada prisioneiro vai reagir? Esse dilema consiste no pensamento cíclico que surge de basear a sua jogada na jogada do seu adversário. Supondo dois prisioneiros inteligentes, a jogada natural seria não confessar, pois se ambos o fizessem pegariam 1 ano de prisão cada um. Porém nesse cenário é melhor para cada um confessar e delatar o comparsa, porém, se ambos fizerem isso ambos se dão mal.

Como jogar? Agora imagine esse mesmo dilema, porém com os jogadores sendo todas as pessoas do mundo e com várias rodadas do mesmo dilema e não apenas uma. Quanto mais pessoas desprezam o valor da vida mais elas tem a perder caso outras pessoas também desprezem. E uma pessoa que só despreza só criará mais desprezo das outras em resposta nas rodadas seguintes. Esse dilema jogado várias vezes apresenta um argumento muito forte para se valorizar a vida sem a necessidade de explicações subjetivas. No jogo do valor da vida, a longo prazo, é melhor para todos valorizar a vida mesmo que não tenhamos um motivo externo ao jogo para isso.

Eu provavelmente viajei um pouco, mas enfim, fica ai a reflexão. Se você gostou por favor, não deixe de comentar.

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Bradley Manning é votado Person Of The Year 2012 no Guardian

Recentemente o jornal The Guardian do Reino Unido lançou uma votação online para eleger a personalidade do ano de 2012. Entre muitos candidatos o mais votado foi Bradley Manning, o soldado americano que vazou os documentos de guerra do exército americano para o Wikileaks mostrando ao mundo a verdade das atrocidades cometidas pelo exército e por conseguinte governo americano e suas guerras inescrupulosas.

Bradley Manning foi mais votado inclusive que Malala Yousafzai, criança de 14 anos do Paquistão, que tomou um tiro do Taliban por defender o direito das mulheres de serem educadas em seu país. Isso mostra o que o mundo pensa a respeito de Bradley Mannning que ao contrário do que muitos gostariam, está preso e sendo psicologicamente e fisicamente torturado para que admita falsamente que liberou os documentos diretamente a Julian Assange, tentativa essa do governo americano de desmantelar a organização que vem revelando os segredos mais sombrios dos governos de praticamente todos os país do mundo.

O amigo de Bradley Manning,  David House disse que após 8 meses de isolamento e restrições de movimento e sono impostas sobre Manning vem tendo seu efeito desejado. House disse para a MSNBC que ao fim de Janeiro Manning parecia “catatonico” e que ele tinha “severos problemas em se comunicar”, tendo levado a House aproximadamente 45 minutos numa visita recente para conseguir qualquer dialogo significativo com ele.

House said Manning’s demeanor was as “if he had just woken up and didn’t know what was going on around him.”   Manning was “utterly exhausted physically and mentally…it was difficult to have any kind of social engagement.”‘

Parabéns Bradley Manning. E você leitor? De que lado está? A favor da verdade? A favor dos governos? A favor de Bradley Manning? A favor de Julian Assange? A favor do Wikileaks?

Referências:

http://www.guardian.co.uk/world/blog/2012/dec/10/bradley-manning-guardian-person-of-the-year-2012

http://www.davidicke.com/headlines/45644-bradley-manning-now-catatonic-obama-enough

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Divagando sobre a realidade – Parte 2 – Não acredite em nada, mas entenda o quanto puder

Voltando a divagar sobre a realidade, porém dessa vez brevemente.

Temos sempre que levar em consideração que, supondo que existe apenas uma realidade comum a todos nós, certamente nós enxergamos apenas uma pequena porção da mesma e enxergamos através de toda a nossa carga mental de necessidades, medos, vontades e etc.

Talvez o que devíamos estar buscando fazer seria emancipar nossa forma de pensar de nossa carga mental. Pensarmos de forma cada vez mais livre, o menos carregada possível.

Devemos estar conscientes de que não enxergamos totalmente a realidade e que a nossa percepção da mesma coisa em grande parte das vezes difere das percepções das outras pessoas.

Para finalizar, deixo esse vídeo muito interessante que fala um pouco sobre isso e deixa uma lição valiosa. Eu sou extremamente agradecido ao criador desse vídeo por resumir tanta coisa que eu queria expressar de maneira tão sucinta e inteligente.

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Eduardo Marinho – Por que você não olha pra dentro?

Eduardo Marinho novamente fala sobre suas experiências de vida e sobre a revolução do indivíduo.

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Deus Abençoe A América (God Bless America)

Comédia / Drama sensacional permeada de críticas ácidas ao comportamento do ser humano capitalista-consumista moderno.

Recomendo fortemente que assistam esse filme, e se gostarem ou não, por favor voltem aqui e comentém sobre o que você gostou ou não no filme.

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A Falácia da Janela Quebrada

Resumidamente, o vídeo fala sobre a falácia que é dizer que o governo gastar dinheiro público proveniente dos impostos com obras públicas entre outras coisas é bom para a economia e para o desenvolvimento pois gerará emprego e renda, fora o fator multiplicativo da cadeia de produção dos insumos envolvidos.

A falácia está em se ignorar o fato de que se esse dinheiro não fosse gasto com obras, ele inevitavelmente reentraria na economia de alguma forma com os mesmos efeitos de investimentos em obras públicas a não ser que ficasse guardado.

O vídeo ilustra a falácia comparando com o caso de quebrar janelas, seu suposto efeito na economia e as consequencias supostamente “positivas” dele para a economia, assim como furacões, enchentes e terremotos.

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Discurso de Assange da sacada da embaixada do Equador na Grã-Bretanha

Esta aí uma boa oportunidade pra demonstrarmos nossa indignação. Dia 20/08/2012 ocorrerá uma manifestação pacífica em frente a embaixada britânica que fica no Rio de Janeiro, na Praia do Flamengo.

A manifestação será contra a pressão que está sendo feita pelo governo americano para fazer com que a justiça britânica extradite o jornalista Julian Assange para responder processos na Suécia, onde acredita-se que haja uma grande probabilidade de cumplicidade entre os governos sueco e americano e planos de apartir de lá extraditá-lo também para os EUA para responder por processos da justiça americana.

Esse caso não é novo. Você pode ler mais sobre ele aqui, aqui, e aqui também. Até quando vamos assistir calados a nação americana fazer a manutenção da sua antiga política de big stick. Julian Assange teve a coragem de revelar segredos que demonstrar a falta de moralidade e a consequência gravíssima de governos manterem segredos. Não fiquemos sentados. Chegou a hora de se levantar e expressar a nossa indignação seja por Julian ou por nós mesmos.

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Ideais

Depois de ler essa tirinha do Malvados fiquei pensando sobre as características da nova era de jovens que nasceram nos últimos e continuam a nascer.

De acordo com Alan Moore, a quantidade de informação que uma pessoa comum que nasceu nos anos mais recentes recebe durante a vida tem crescido absurdamente quando comparada com gerações anteriores. Veja aqui.

Nesse vídeo Alan Moore fala um pouco sobre essas quantidades de informação e as implicações dessa progressão.

É difícil saber o que acontecerá quando a quantidade de informação existente no mundo dobrar num espaço de tempo de segundos. É possível que tenhamos uma realidade socio-cultural completamente diferente da que temos hoje. Essa expectativa de mudança de comportamento cultural e de certa forma estimulante na minha opinião.

 

Olhando a realidade por um outro lado, fui ler o artigo Geração Y do Wikipedia. O artigo começa descrevendo as características dessa geração, mostrando que são indivíduos que nasceram num período de grande desenvolvimento tecnológico e acesso a informação.

Alguns trechos do artigo:

Essa geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Os pais, não querendo repetir o abandono das gerações anteriores, encheram-nos de presentes, atenções e atividades, fomentando a autoestima de seus filhos. Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas. Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo.

Uma de suas características atuais é a utilização de aparelhos de alta tecnologia, como telefones celulares de última geração, os chamados smartphones(telefones inteligentes), para muitas outras finalidades além de apenas fazer e receber ligações como é característico das gerações anteriores.

Preocupados com o meio ambiente e as causas sociais, têm um ponto de vista diferente das gerações anteriores, que viveram épocas de guerras e desemprego.

E finalmente:

Mas se engana quem pensa que na Geração Y tudo são só flores. Nascidos numa época de pós-utopias e modificação de visões políticas e existenciais, a chamada Geração Y cresceu em meio a um crescente individualismo e extremada competição. Não são jovens que, em geral, têm a mesma consciência política das gerações da época contracultural. E também, como as informações aparecem numa progressão geométrica e circulam a uma velocidade e tempo jamais vistos antes, o conhecimento tende a ficar cada vez mais superficial.

Essa é uma discussão interessante. Será que quanto mais informação circula e quanto maior sua velocidade, mais insignificante ela fica? Será que isso cresce indefinidamente? Ou existe um limiar onde as coisas se invertem? Como a tirinha do início do post propõe, parece que vivemos atualmente numa era de muita informação porém poucos ideais. A tendência é mudar ou se intensificar?

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Juninho 1

Começando uma possível série de tirinhas aqui no blog, vai a primeira.

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